MAIS PERDIDA QUE O TENENTE BELLO
em meu avião de papel procuro as respostas que me fogem pelos dedos.
sinto pena de tudo, mas principalmente do que há detrás dos montes.
essa terra é perdida de mim, mas ainda é minha.
ela me perdeu quando não me quis como sou, e eu a deixei ir com essa constatação.
eu não sei mais o caminho de volta.
sei um novo, que me assusta.
esse caminho não voa.
ele só faz a pé.
e quando eu for chegar, não darei de cara com a dura montanha gelada de outrora.
mas como o morno vento que corre atrás.
que me junta nessa terra e conduz meu aviãozinho de papel para onde eu nunca quis ser ninguém.