Nos muros das cidades...
Em São Paulo:
"O amor é importante, porra"
Em Lisboa,
"Ninguém pode sonhar por ti"
Em São Paulo:
"O amor é importante, porra"
Em Lisboa,
"Ninguém pode sonhar por ti"
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Juliana O.
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17:48
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Para além da curva da estrada
Talvez haja um poço, e talvez um castelo,
E talvez apenas a continuação da estrada.
Não sei nem pergunto.
Enquanto vou na estrada antes da curva
Só olho para a estrada antes da curva,
Porque não posso ver senão a estrada antes da curva.
De nada me serviria estar olhando para outro lado
E para aquilo que não vejo.
Importemo-nos apenas com o lugar onde estamos.
Há beleza bastante em estar aqui e não noutra parte qualquer.
Se há alguém para além da curva da estrada,
Esses que se preocupem com o que há para além da curva da estrada.
Essa é que é a estrada para eles.
Se nós tivermos que chegar lá,
quando lá chegarmos saberemos.
Por ora só sabemos que lá não estamos.
Aqui há só a estrada antes da curva,
e antes da curva
Há a estrada sem curva nenhuma.
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Juliana O.
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07:49
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mãe, ô mãe!
eu pensava que era simples enxergar de longe
que era fácil confiar em quem a gente nunca viu
que era de família ter bom coração
que o mundo girava e parava no mesmo lugar
e agora aquela despedida de sempre
nosso abraço não concatena
tantas janelas que não escondo mais lágrima
alguém aprendeu a chorar junto
e apenas eu enxergo esta cena
e penso demais: será que fui dura?
esqueci de amar alguém, mereço perdão?
falei muito daquele assunto?
cobrei algo que nunca fiz?
lembrei de um tempo que nunca vem?
avisa ao pai que lá eu como feijão
e divido o doce de leite com alguém
só sinto o sol que está contigo
do outro lado da rua pronta pra viagem
um pouquinho de você está comigo
dando aquele adeus
de margem
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Juliana O.
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15:44
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Viver a vida
quem não quer?
saber
cada encanto do seu par
ter com quem
falar
sentir dor nenhuma
nascer fruta no pé
Salé
Costurar o tempo
plantar a casa
flor da estação, colher
sem poder, poderia?
rezar com fé
Salé
Mamãe no alpendre
esse disco na vitrola
memória
broa com café
Salé
papai-marca-texto
a nova poesia
o vento de pé
Salé
carta de amor
quem é?
Salé
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Juliana O.
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14:19
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dedo em riste
ela não desiste
de ser mulher
mesmo acabada
e mal amada
está decidida
prato e colher
o que vier
de qualquer jeito
exige respeito
mas fala do peito
do coração
é mãe maltrada
menina mimada
mas mulher não é não
calada e sofrida
estranha e vivida
ela quer solidão
arruma seu leito
esquece seu feito
e gira o peão
aquela maldita
fulana desdita
chamada ilusão
foi ela a culpada
pela caminhada
essa direção
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Juliana O.
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13:08
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Oh Tereza essa tristeza
Não tem solução
Ser mulher é muito mais
Do que pregar botão
Chico Buarque - Tereza Tristeza
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Juliana O.
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13:06
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Juliana O.
às
10:05
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