segunda-feira, 3 de maio de 2010

eu sei o que me espera:
a ternura do reencontro
os versos de um poema velho
a certeza da hora exata
e a estupidez do barulho
após o reinado da calma

resolva

eu não posso me esconder
ignorar, não ver
está em mim, em nós, em você

eu só devo espairecer, esquecer
e divagar
talvez só uma vez calar

sem no entanto
deixar de falar
eu vou dizer com o olhar

se eu decidir não fico
nem mais um minuto
nesse lugar

eu finjo que o mundo
todo, inteirinho
acabou de acabar

e peço uma valsa
toada, seresta, cantata
danço um tango
faço um samba

e espero o dia clarear