Uma vida, um balanço
E teve aquele dia
ela sendo empurrada no balanço
Um tanto
perigoso
Depois via
que eram os olhos a fechar
e os pés bem soltos
quase fizeram chorar
Durante um bom tempo
pensou naquilo como sendo
um vão de estrelas amarelas
um algo que não sabia
E chegou sem hora
a noite do novo balançar
duvidosa e estrelada
uma vida sem vai-e-vem
sem ninguém
Viveu no ar
o vento morno nas pernas
tempo que pára
e ela ali
sem suspirar
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