sábado, 22 de março de 2008

Uma vida, um balanço

E teve aquele dia
ela sendo empurrada no balanço

Um tanto
perigoso

Depois via
que eram os olhos a fechar
e os pés bem soltos
quase fizeram chorar

Durante um bom tempo
pensou naquilo como sendo
um vão de estrelas amarelas

um algo que não sabia

E chegou sem hora
a noite do novo balançar
duvidosa e estrelada

uma vida sem vai-e-vem
sem ninguém

Viveu no ar
o vento morno nas pernas
tempo que pára
e ela ali

sem suspirar

Nenhum comentário: