tenho medo de morrer jovem, com contas a pagar. sem aprender corte e costura, sem saber segurar o choro. sem saber se meus filhos serão a cara do pai ou terão o sorriso da mãe. sinto se não deixar fortuna, eu também não crio pássaros em gaiolas. não quero ir-me sem ter minha própria varanda. com mil carimbos no passaporte ou não, nunca esqueço os lugares por onde andei. até no ônibus pela manhã eu sinto a brisa da vida vindo me espiar. com ou sem sol não sei morrer.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
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